Quanto Custa um Divórcio Colaborativo?

Uma das maiores dificuldades na contratação de advogados é o mistério em torno do valor dos honorários. Parte do problema tem a ver com a tradicional política de não divulgar publicamente os critérios de remuneração. Mas a outra parte está ligada ao fato de que, no fundo, é impossível saber previamente o grau de complexidade do caso e o tempo necessário para a realização do serviço.

Um exemplo pode ajudar.

Numa ação tradicional de divórcio, o advogado não pode antecipar como ficará a partilha dos bens e nem fazer previsões sobre quanto tempo durará a disputa. Sendo assim, será sempre aproximada a análise tanto do proveito econômico do cliente quanto dos custos na realização do trabalho.

A advocacia colaborativa, por sua vez, não pode garantir que a disputa será solucionada de modo consensual. É possível que os interessados não consigam chegar a um acordo global. E cada um deles, a qualquer tempo, pode desistir da negociação e buscar a ajuda de um advogado contencioso. No entanto, ao utilizar a metodologia, clientes e advogados podem exercer algum controle sobre o tempo utilizado na negociação. Primeiro, porque são eles que ditam o ritmo dos trabalhos. Depois, porque, na hipótese de bloqueio, esgotadas as possibilidades de destravar o diálogo, fica bastante evidente que já é hora de encerrar as tratativas.

Isso significa que, na advocacia colaborativa, enquanto a metodologia estiver em funcionamento, será sempre possível prever os custos e, portanto, estipular claramente a remuneração. Na advocacia contenciosa, ao contrário, em qualquer momento em que seja acionada, os custos permanecerão incontroláveis e, portanto, não será fácil ter clareza sobre os valores devidos ao advogado.

Então, para dizer de modo claro: na advocacia colaborativa, o divórcio custa quanto o advogado disser que custa, exatamente no momento da contratação. Na advocacia contenciosa, o divórcio pode custar mais ou menos, a depender de fatores que nem o cliente nem o advogado podem controlar.

Previsibilidade e clareza, portanto, são as vantagens mais óbvias na composição dos custos de um divórcio colaborativo. Além disso, outras razões FAZEM supor que ele pode ficar mais barato que o divórcio tradicional.

Em primeiro lugar, porque a negociação realizada diretamente entre os interessados permite construir soluções mais racionais e mais vantajosas que aquelas impostas por um julgador externo. Não é raro que, num processo judicial, que pode demorar anos e anos, os dois interessados saiam perdendo. Nesse cenário, como dizem os especialistas em negociação, as pessoas acabam deixando dinheiro em cima da mesa.

Em segundo lugar, porque as disputas judiciais podem produzir custos desnecessários. Basta pensar que, além dos honorários pagos ao seu advogado, o cliente pode ficar obrigado a pagar honorários ao advogado da outra parte, caso fique derrotado na ação proposta. Entram nessa conta também as despesas com taxas judiciais, diligências e estudos técnicos.

Tudo leva a crer, portanto, que o divórcio colaborativo custará menos que o divórcio tradicional. O seu maior benefício, no entanto, é de outra natureza. Ao buscar a proteção dos verdadeiros interesses de todos os envolvidos, a metodologia colaborativa pode ajudar a preservar o que não tem preço.

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